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As coisas não estão a correr bem com o Coração de Lobo. Tem sido terrivelmente frustrante. Sinto que há uma boa história ali, que os elementos que eu tenho andado a misturar vão dar qualquer coisa de interessante, qualquer coisa que me vai dar gozo escrever. No entanto, o fulcro da história continua a escapar-me e sem isson não consigo definir um outline decente. Tudo o que tenho agora é a parte da história que antecede o início da narrativa (que é só basicamente a viagem de Syndel-Ty até ao deserto do outro lado das montanhas) e uns quantos factos soltos sobre as personagens e a situação.
A pior parte é que sinto o tempo a fugir-me. Não quero começar o NaNo sem um outline. Fiz isso em 2005 – Scotch & Água Quente, a minha primeira entrada. Tudo o que tinha eram umas quantas personagens e uma vaga ideia do crime e do criminoso. Consegui chegar às 7000 palavras e bloqueei.
Suponho que, se não conseguir fazer um outline decente, posso fazer o NaNo de forma oficiosa e aproveitar o tempo para acrescentar 50000 palavras ao Mountains to Climb. Mas vai ser como assumir a derrota desde o começo.
O dia correu bastante bem, apesar das minhas enxaquecas habituais terem aprendido um truque novo: uma dor na nuca como se me estivessem a espetar o cérebro com um ferro em brasa. Nada que uma sesta não resolvesse, apesar de ter tido sonhos muito estranhos sobre uma base numa ilha a ser atacada por uma gosma primordial qualquer que tinha a capacidade de absorver gente e coisas e utilizar tudo o que absorvia para alterar a sua morfologia. Soa-me a um filme de série B prestes a tornar-se fenómeno de culto. A mattel até podia resuscitar aquele velho “brinquedo” que era pouco mais que um balde cheio de ranheta artificial.
Apesar disso, consegui completar três lições do 2YN e ler a informação para as três seguinte. Só não fiz as tarefas porque consistiam em partilhar excertos do romance e eu ainda nem acabei o outline do primeiro livro.
Adicionei mais 5 phases ao outline para o Mountains to Climb. Estou muito satisfeita; este capítulo corresponde a uma parte de transição que estava muito pouco desenvolvida no meu outline primitivo.
Escolhi qual das ideias que tenho em “lista de espera” é que quero trabalhar durante of NaNo. Tinha pensado em escrever a partir de uma ideia que me ocorreu há um par de meses, mas ela ainda está pouco desenvolvido e eu ia acabar por ficar pelo caminho. Também pensei em trabalhar The Waif, mas a estrutura desta história é demasiado complexa para o NaNo. Acabei por decidir trabalhar na primeira sequela do Sangue de Dragão. A ideia já está bem firme na minha cabeça, já tenho vários pontos da história definidos e já conheço algumas das personagens, deve tornar as coisas mais fáceis. Vou chamar-lhe Coração de Lobo.
O mês de Setembro tem estado a correr bem. Até agora foi o mês em que mais escrevi. Não que esteja completamente satisfeita, ainda estou longe de voltar à minha produtividade normal (1500/2000 palavras por dia em média), mas já é um bom progresso.
Estou finalmente perto de acabar o primeiro capítulo do Mountains to Climb. Os meus capítulos costumam andar por volta das 2000 palavras, os deste livro vão andar à volta das 4000 ou 5000 palavras. É o que dá estar a trabalhar com múltiplos pontos de vista.
Estive a fazer umas projecções ontem e, pelos meus cálculos, o livro vai acabar com umas 120000 palavras. Bem mais do que o meu habitual de 80000. Este livro é mais complexo e, como já disse, os múltiplos pontos de vista também contribuem para aumentar o número de palavras.
Esta manhã, enviei mais 7 cartas de candidatura espôntanea a tantas outras editoras. Já que não consigo colocação como professora, ando a ver se consigo pôr em práctica a pós-graduação para Técnicos Editoriais.
O título não é grande coisa, eu sei, mas tenham paciência: apanhei uma constipação e entre a febre e a medicação, estou um bocadinho burra.
Decidi parar de lutar com The Unraveller. Não estava a correr bem: não conseguia sentir as personagens como indivíduos, cada cena começava a parecer-me absolutamente idiótica, não conseguia visualizar o que estava a contecer como costumo conseguir fazer. Por isso, enfiei-o na gaveta, ou mais especificamente, na prateleira, depois de nove meses e só ter conseguido ecsrever cerca de metade do livro (neste momento tem umas 44000 palavras). Talvez noutra altura, depois de ter concluído os projectso em que estou a trabalhar, eu consiga rever o que tenha e realinhar a história.
O que me fez finalmente tomar esta devisão foi todas as personagens de Moutains to Climb terem subitamente começado a falar comigo, até algumas da personagens menores, que estão a começar a desenvolver histórias secundárias próprias. Escrevi MTC originalmente como um guião; acabei-o em Dezemnbro mas estava longe de estar satisfeita com o resultado: parecia-me que havia mais história a contar do que um guião de 120 páginas me permitia e não me sentia nada convencida quanto aos motivos e atitudes do vilão, eram demasiado aleatórios. E de repente, nestes últimos dias, as ideias começaram a reproduzir-se e a encaixar-se perfeitamente nos devidos lugares. Quer-me parecer que a febre deve ter deixado a cabra da minha musa K.O. Tem sido óptimo – só espero que eventualmente, o mesmo aconteça com The Unraveller. E se eu não tiver de ficar doente para isso, ainda melhor.
Também voltei a trabalhar no meu 2YN. E já não era sem tempo: já tinha 16 lições em atraso. Estou muito entusiasmada com este projecto. É uma triologia de piratas com uma protagonista feminina. Já tenho uma série de excertos escritos e uma história muito básica delineada para cada volume. Estou muito satisfeita com os resultados até agora.
