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O mês de Setembro tem estado a correr bem. Até agora foi o mês em que mais escrevi. Não que esteja completamente satisfeita, ainda estou longe de voltar à minha produtividade normal (1500/2000 palavras por dia em média), mas já é um bom progresso.

Estou finalmente perto de acabar o primeiro capítulo do Mountains to Climb. Os meus capítulos costumam andar por volta das 2000 palavras, os deste livro vão andar à volta das 4000 ou 5000 palavras. É o que dá estar a trabalhar com múltiplos pontos de vista.

Estive a fazer umas projecções ontem e, pelos meus cálculos, o livro vai acabar com umas 120000 palavras. Bem mais do que o meu habitual de 80000. Este livro é mais complexo e, como já disse, os múltiplos pontos de vista também contribuem para aumentar o número de palavras.

Esta manhã, enviei mais 7 cartas de candidatura espôntanea a tantas outras editoras. Já que não consigo colocação como professora, ando a ver se consigo pôr em práctica a pós-graduação para Técnicos Editoriais. 

O título não é grande coisa, eu sei, mas tenham paciência: apanhei uma constipação e entre a febre e a medicação, estou um bocadinho burra.

Decidi parar de lutar com The Unraveller. Não estava a correr bem: não conseguia sentir as personagens como indivíduos, cada cena começava a parecer-me absolutamente idiótica, não conseguia visualizar o que estava a contecer como costumo conseguir fazer.  Por isso, enfiei-o na gaveta, ou mais especificamente, na prateleira, depois de nove meses e só ter conseguido ecsrever cerca de metade do livro (neste momento tem umas 44000 palavras).  Talvez noutra altura, depois de ter concluído os projectso em que estou a trabalhar, eu consiga rever o que tenha e realinhar a história.

O que me fez finalmente tomar esta devisão foi todas as personagens de Moutains to Climb terem subitamente começado a falar comigo, até algumas da personagens menores, que estão a começar a desenvolver histórias secundárias próprias.  Escrevi MTC originalmente como um guião; acabei-o em Dezemnbro mas estava longe de estar satisfeita com o resultado: parecia-me que havia mais história a contar do que um guião de 120 páginas me permitia e não me sentia nada convencida quanto aos motivos e atitudes do vilão, eram demasiado aleatórios. E de repente, nestes últimos dias, as ideias começaram a reproduzir-se e a encaixar-se perfeitamente nos devidos lugares. Quer-me parecer que a febre deve ter deixado a cabra da minha musa K.O. Tem sido óptimo – só espero que eventualmente, o mesmo aconteça com The Unraveller. E se eu não tiver de ficar doente para isso, ainda melhor.

Também voltei a trabalhar no meu 2YN. E já não era sem tempo: já tinha 16 lições em atraso. Estou muito entusiasmada com este projecto. É uma triologia de piratas com uma protagonista feminina.  Já tenho uma série de excertos escritos e uma história muito básica delineada para cada volume. Estou muito satisfeita com os resultados até agora.

Foi uma semana pouco produtiva. Tive imensa coisa a tratar. Nem acredito que o meu pai já morreu há nove meses e ainda andamos a braços com a burocracia.

Para piorar tudo, estou com uma crise de sinusite.

Acabei por não escrever muito e o que escrevi provavelmente vai precisar de ser completamente revisto. Nem sequer vou fazer planos para a semana que vem. Nunca sei quando é que estas crises desaparecem.

Vou só tentar escrever o mais que possa para The Unraveller.

Também não sei como vai estar o meu acesso à net. Estou a mudar o serviço de ADSL da Sapo para a Clix e não sei que mudanças é que isso vai implicar.

Um pequeno post só para vos dar as boas vindas ao meu novo blog.

Os posts neste blog serão sobretudo sobre o meu trabalho como escritora, mas deverão incluir também algumas reflexões sobre livros, eventos diversos e budismo.

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